2007 – 15º FARO FUTURE PORTUGAL 1 HOTEL MÓNACO

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O irlandês Louke Sorensen, cotado como oitavo cabeça-de-série, conquistou o terceiro título internacional da sua carreira, na 15ª edição do Faro Future – Portugal 1, o torneio de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o ‘ranking’ mundial ATP, que terminou hoje (Domingo) no Centro de Ténis de Faro.

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24 DE FEVEREIRO
15.º TORNEIO INTERNACIONAL DE TÉNIS “FARO FUTURE – PORTUGAL 1”

 O “Faro Future – Portugal 1, é considerado o mais antigo torneio internacional de ténis do Algarve e um dos maiores do país. Com um prize-money de US$ 10.000,00, este evento, este ano bateu o record máximo de inscrições, com 163 tenistas de mais de 40 nacionalidades, que irão se defrontar nos courts do Centro de Ténis de Faro (CTF) entre 24 de Fevereiro e 4 de Março.
Este torneio conta com a presença dos 2 jovens promessas do ténis nacional e internacional, Pedro Sousa e Gastão Elias, este último que actualmente é o melhor classificado do mundo da sua idade, 16 anos.
O “Faro Future – Portugal 1” tem programado para 24, 25 e 26 de Fevereiro o “Qualifying”, quadro de 128 jogadores que apurará os 8 jogadores melhores para integrarem nos dias 27 Fevereiro a 4 de Maroço o “Quadro Principal”, composto por 32 jogadores. Os jogos são diários e vão decorrer ininterruptamente entre as 10h00 e as 18h00 nos 6 campos de ténis de CTF, situados nas Gambelas, em Faro. A final está marcada para as 15 horas do dia 4 de Março, seguida de entrega de prémios.
A organização do 15.º Torneio Internacional “Faro Future – Portugal 1”, 1.º torneio internacional masculino a realizar em Portugal em 2007 com um prémio de dez mil dólares, está a cargo do CTF, clube com cerca de 400 atletas federados, que fica ainda responsável por toda a logística do evento, desde o acolhimento ao transporte, alojamento e assistência médica dos atletas. O torneio conta com uma equipa de 5 árbitros internacionais, chefiada pelo português Rogério Santos, e que integra ainda os árbitros algarvios Marco Romão e André Nunes.
Prosseguindo a estratégia do seu executivo em consolidar o Algarve a nível internacional enquanto destino de férias de eleição para a prática desportiva ao ar livre ao longo de todo o ano, o Hotel Mónaco é um dos principais patrocinadores deste evento desportivo de referência, que durante dez dias traz à região um apreciável número de jogadores e adeptos do ténis de todo o mundo. Patrocinam ainda o evento a Câmara Municipal de Faro, Pontautos, Junta de Freguesia de S. Pedro e a Junta de Freguesia do Montenegro.


25 DE FEVEREIRO
SELECÇÃO NACIONAL MASCULINA – REUNIDA NA CAPITAL ALGARVIA

Rui Machado, Pedro Sousa e Gastão Elias vão disputar o primeiro TORNEIO INTERNACIONAL MASCULINO PORTUGUÊS DE 2007 até ao próximo DOMINGO. Rui Machado, Pedro Sousa e Gastão Elias, 3 dos 4 jogadores que integraram a selecção nacional que jogou a Taça Davis este mês, na Geórgia, estarão reunidos esta semana no Centro de Ténis de Faro onde, a partir de amanhã (Terça-feira) inicia o quadro principal de singulares do Faro Future – Portugal 1, o torneio que abre a época portuguesa de 2007 de eventos internacionais masculinos, a contar para o ‘ranking’ mundial ATP. A 15ª edição do mais antigo torneio de ténis internacional do Algarve distribuirá 10 mil dólares em prémios monetários.
A participação portuguesa neste torneio que tem como juiz-árbitro Rogério Santos não se resume, porém, as estes 3 “internacionais” da Taça Davis, já que Gonçalo Nicau entrou directamente – é até o 6º cabeça-de-série – e tanto José Ricardo Nunes como João Simões receberam ‘wild cards’ do Director de prova, José Rosa Nunes. Os outros dois convites foram atribuídos a Pedro Sousa e Rui Machado.
O sorteio hoje efectuado ditou os seguintes embates com tenistas nacionais: Rui Machado-Peter Gojowczyk (Alemanha), José Ricardo Nunes-Talai Ouahabi (Marrocos), Gonçalo Nicau-Clément Morel (França), Gastão Elias-Catalin Inout Gard (Roménia), Pedro Sousa-‘qualifier’ e João Simões-‘qualifier’.
Embora os tenistas portugueses representem vários clubes, vale a pena salientar que Machado, Sousa e Nicau integram o famoso ‘Team Lagos’, enquanto Elias (treinado por Luís Miguel Nascimento) assinou recentemente um acordo com o International Managment Group que gere a carreira dos principais tenistas mundiais.
Será uma excelente ocasião para o seleccionador nacional Pedro Cordeiro observar “as suas tropas”. De acordo com o Director-técnico nacional da Federação Portuguesa de Ténis, Paulo Lucas, «a presença de Pedro Cordeiro em Faro insere-se num programa federativo que tem permitido o acompanhamento técnico aos jogadores portugueses por parte de um dos treinadores das selecções nacionais em torneios disputados em Portugal».
Entretanto, só amanhã (Terça-feira) deverá concluir-se a fase de qualificação. Inscreveram-se no 15º Faro Future – Portugal 1 um recorde de 163 jogadores, mas só 128 puderam entrar no ‘qualifying’, entre os quais, 22 portugueses, um número muito significativo e revelador da importância e da tradição de que goza esta competição no nosso país. Infelizmente, nenhum dos nossos jogadores se apurou para a última ronda. Tiago Godinho, Nuno Páscoa, João Ferreira e Hugo Anão foram os que mais longe chegaram, só sendo hoje (Segunda-feira) eliminados na terceira ronda do ‘qualifying’ (ver quadros em anexo).
A jornada de amanhã começa às 10:00 horas e o primeiro português a entrar em campo será Gonçalo Nicau (o segundo encontro do ‘court’central), seguido de Rui Machado. Os outros 4 portugueses só fazem a sua estreia na Quarta-feira.
O Centro de Ténis de Faro situa-se em Gambelas, as entradas são livres, inclusive para a final, agendada para as 15:00 horas do dia 4 de Março.

PS1: O Faro Future – Portugal 1 conta com um Gabinete de Imprensa. Todos os dias, será enviado um ‘Press Release’. As rádios poderão solicitar reportagens por telefone.


27 DE FEVEREIRO
MACHADO E NICAU PERDEM À PRIMEIRA  

Pedro Sousa desiste lesionado,  Gastão Elias, José Ricardo Nunes e João Simões fazem a sua estreia AMANHÃ.
Rui Machado e Gonçalo Nicau foram hoje eliminados na primeira ronda, num dia em que Pedro Sousa anunciou a sua desistência por lesão, pelo que Gastão Elias, José Ricardo Nunes e João Simões são agora os únicos portugueses ainda em prova no quadro principal de singulares do Faro Future – Portugal 1, o torneio que abre a época portuguesa de 2007 de eventos internacionais masculinos, a contar para o ‘ranking’ mundial ATP, distribuindo 10 mil dólares em prémios monetários.
Gonçalo Nicau era o 6º cabeça-de-série, devido ao seu bom ‘ranking’ de 531º na lista ATP, e foi eliminado pelo francês Clément Morel, o 596º tenista mundial, pelos parciais de 6-4 e 6-3. Quanto a Rui Machado, o 891º da hierarquia internacional, cedeu diante do alemão Peter Gojowczyk, nº 655 do Mundo, por 2-6, 6-1 e 6-3. Em ambos os casos, os tenistas algarvios acusaram falta de rodagem, uma vez que Nicau veio jogar o seu primeiro torneio desde o Masters FPT/Cima, enquanto Machado não disputava há um ano um torneio internacional a contar para o ‘ranking’ mundial.
As histórias dos encontros foram, porém, bem diferentes. Nicau teve algumas hipóteses no início de cada ‘set’: no primeiro, dispôs de 3 vantagens para ‘break’ logo no primeiro serviço do francês; no segundo ‘set’ também teve um 0-40 que desperdiçou. Se tivesse concretizado ambas as hipóteses de ‘break’, teria iniciado os dois ‘sets’ com a vantagem de 2-0. A partir desses momentos, Morel ganhou confiança, Nicau cansou-se e pagou a “factura” do esforço. Foi o quarto triunfo do gaulês sobre portugueses, juntando o “escalpe” de Nicau aos de Frederico Marques, Vasco Antunes e Hélder Lopes em anos anteriores. Só Rui Machado foi capaz de encontrar o antídoto para Clément Morel.
«Era um dos adversários mais complicados que me poderia ter calhado logo na primeira ronda porque falha muito pouco. Eujá não competia há alguns meses, não estou a com a mesma condição física porque estou a levar a sério a minha carreira de treinador e fisioterapeuta no Team Lagos e acabei muito cansado. De todas as formas, joguei razoavelmente bem e como estou a jogar sem pressão até me diverti no campo», disse Nicau, um “produtos” deste Centro de Ténis de Faro, pois iniciou-se aqui na modalidade aos 7 anos e chegou a integrar a selecção nacional da Taça Davis.
No caso de Rui Machado, o factor físico foi muito pouco importante. O antigo campeão nacional absoluto até começou muito autoritário, com um 6-2 que não ofereceu discussão, mas uma discussão com o árbitro Marco Romão no início do segundo ‘set’ provocou-lhe alguma desconcentração: «Foi um jogo importante porque estava a servir a favor do vento e ter perdido esse jogo logo de entrada foi duro porque sabia que iria ser mais complicado ganhar os jogos de serviço contra o vento. No entanto, não foi isso que perdi».
Na realidade, à medida que o encontro foi decorrendo sentiu-se que Rui Machado ia perdendo estabilidade no seu jogo, sobretudo na direita, o seu ponto forte, que lhe permite fechar pontos, mas que, desta feita, alternou o bom com o mau: «Este regresso aos torneios não foi lá muito agradável. Foi uma autêntica injecção de realidade. Foi difícil manter a concentração durante três ‘sets’ e creio que, sobretudo, faltou-me ritmo competitivo. Nos treinos, a minha direita tem estado confiante, mas aqui traiu-me em algumas conclusões decisivas de pontos».
No terceiro ‘set’, Rui Machado até começou com um ‘break’ a seu favor e quando estava a 2-2 teve um 15-40 a seu favor (dois ‘break-points’). Foram as suas últimas oportunidades. A partir desse momento o jovem alemão de 17 anos somou três jogos seguidos e resolveu a questão. Gastão Elias, que estava a ver o encontro, disse ter conhecido Gojowczyk num torneio europeu por equipas juniores, no qual Peter representou a Alemanha, e afiançou tratar-se de «um bom jogador». Com apenas 17 anos, o tenista germânico já fez duas meias-finais em Futures da Federação Internacional de Ténis, um dos quais em Janeiro último.
De todas as formas, ficou claramente a ideia de que um Rui Machado em ritmo normal teria ultrapassado este obstáculo, mas desde o Future de Lagos do ano passado, o antigo nº1 português só tinha disputado um encontro na Taça Davis, este mês, frente à Geórgia. Ainda por cima, actuou com uma lesão no pulso direito que o limitou no serviço, mas, a boa notícia é que a lesão no joelho esquerdo que colocou em risco a sua carreira não se fez sentir.
Eliminados Gonçalo Nicau e Rui Machado, restam Gastão Elias (que recebeu um ‘Special Exempt’ por ter sido finalista no Domingo passado em Cartagena, Espanha), José Ricardo Nunes e João Simões, que receberam ‘Wild Cards’ do Director de prova, José Rosa Nunes. O outro convite, atribuído a Pedro Sousa, acabou por não poder ser utilizado por lesão do jovem português. «O Pedro tem uma canelite, uma infecção nas canelas, que é muito dolorosa. Já foi visto pelo fisioterapeuta Gaspar e tanto pode estar parado quatro dias como duas semanas. Este torneio não irá jogar de certeza e o mais provável é que nem jogue nenhum dos três eventos do Algarve. Ainda por cima, são em piso duro, ou seja, numa superfície mais complicada para esta lesão. Hoje de manhã, o Pedro treinou com o Tiago Godinho e ao fim de 10 minutos teve de parar cheio de dores», disse Manuel de Sousa, o pai e treinador do infortunado jogador, que tão boa conta tinha dado de si na Taça Davis frente à Geórgia.
Amanhã (Quarta-feira), no segundo encontro das 10:00 horas, Gastão Elias irá defrontar o romeno Catalin Inout Gard. Ao fim da tarde jogarão José Ricardo Nunes com o marroquino Talai Ouahabi e João Simões com o ‘qualifier’ brasileiro André Miele.
O Centro de Ténis de Faro situa-se em Gambelas, as entradas são livres, inclusive para a final, agendada para as 15:00 horas do dia 4 de Março.


28 DE FEVEREIRO
GASTÃO ELIAS NOS OITAVOS-DE-FINAL

José Ricardo Nunes ainda vai jogar hoje, enquanto e João Simões já ficou pelo caminho.
Gastão Elias qualificou-se hoje (Quarta-feira), pela quarta vez nas sua ainda muito curta carreira, para os oitavos-de-final de um torneio a contar para o ‘ranking’ mundial ATP, no Faro Future – Portugal 1, organizado pelo Centro de Ténis de Faro, com 10 mil dólares em prémios monetários.
O “puto-maravilha” do ténis português, que só completou 16 anos no passado mês de Novembro, derrotou o romeno Catalin-Inout Gard, de 26 anos, o 622º tenista mundial, pelos parciais de 4-6, 6-4 e 6-3, em duas horas e cinco minutos, garantindo a presença de, pelo menos, um português na segunda ronda.
João Simões foi, entretanto, eliminado pelo brasileiro André Miele, por 6-0 e 6-1 em 49 minutos, num encontro que marcou a estreia do português André Nunes como árbitro em torneios internacionais. O irmão de André Nunes, José Ricardo Nunes, vai ainda hoje medir forças com o marroquino Talai Ouahabi.
Gastão Elias somou a sua 9ª vitória nos últimos 10 encontros que disputou no circuito profissional masculino: 1 na Taça Davis, 3 no ‘qualifying’ do torneio de 10 mil dólares de Cartagena, 5 no quadro principal desse ‘Future’ de Espanha (onde só perdeu na final) e agora 1 na 15ª edição do ‘Future’ de Faro, o mais antigo torneio do Algarve.
«Não estava apreensivo, mas sabia que depois de alguns sucessos anteriores, como a final em Cartagena, esta primeira ronda de hoje poderia constituir uma surpresa desagradável para o Gastão», admitiu Luís Miguel Nascimento, o treinador do prodígio português que, aos 16 anos, já figura no 930º posto do ‘ranking’ ATP.
O vice-campeão da Europa de cadetes estava, de facto, a deparar com uma experiência nova – a de ter de iniciar um torneio “em casa” depois de ter dado boa conta na Taça Davis (na Geórgia) e em Espanha. «A primeira ronda de um torneio é sempre complicada e, ainda por cima, tive pouco tempo para me adaptar ao ‘court’ e às bolas, mas julgo que depois consegui elevar o meu nível. A partir do segundo ‘set’, tentei aguentar mais os pontos, porque tinha falhado muito no primeiro», disse Gastão Elias.
Luís Miguel Nascimento, que também treinou Nuno Marques, considera que essa nova experiência que Gastão viveu hoje «foi bem visível na forma demasiado descontraída como ele se apresentou no primeiro ‘set’. Deu demasiados “brindes” ao adversário e, a dada altura, quis terminar os pontos muito depressa, cometendo faltas não provocadas e registando uma baixa percentagem de primeiros serviços».
A partir do início da segunda partida, o mais importante, de acordo com o técnico, foi «começar por meter mais bolas dentro do ‘court’ e obrigar o outro a jogar mais». Em termos técnicos, «subiu a qualidade da resposta ao serviço» e tacticamente «passou a apostar na direita descruzada para a esquerda do adversário».
No terceiro ‘set’, Luís Miguel Nascimento reconhece que a tarefa de Gastão ficou facilitada pelas constantes discussões entre Catalin-Inout Gard e o árbitro de cadeira, Gonçalo Neves: «o romeno sobrevalorizou a importância de alguns pontos que tiveram uma arbitragem duvidosa, mas houve pontos contra ambos os jogadores». ´
Nesse sentido, foi curioso notar como Gastão, o mais novo, manteve a cabeça fria nesses momentos “quentes”, até porque o romeno é bem mais experiente e já esteve em 5 finais de torneios da Federação Internacional de Ténis, tendo ganho 3 delas. «De facto, normalmente, são os mais jovens que correm o risco de perder a cabeça, mas estou melhor mentalmente e consigo controlar-me mais do que no passado», comentou o jovem da Lourinhã, que jogou de cabelo rapado, uma consequência da tradicional “praxe” que marca a estreia de um jogador na selecção nacional.
Amanhã (Quinta-feira), nos oitavos-de-final, Gastão Elias irá jogar no terceiro encontro das 10:00 horas (por volta das 14:00 horas), defrontando o croata Franco Skugor, 577º classificado na tabela ATP, que hoje afastou o veterano espanhol Óscar Burrieza por 7-6 (7/5) e 6-4. Na época passada, Skugor ganhou um torneio na Tunísia e foi semifinalista em Lagos depois de ter passado pela fase de qualificação.
O Centro de Ténis de Faro situa-se em Gambelas e as entradas são livres, inclusive para a final, agendada para as 15:00 horas do dia 4 de Março.


01 DE MARÇO
GASTÃO ELIAS – ELIMINADO 

O “PUTO MARAVILHA” do ténis português perdeu 1 ‘SET-POINT’ na primeira partida e 4 na segunda.
JOSÉ RICARDO NUNES também tombou mas na primeira ronda.
Gastão Elias foi hoje (Quinta-feira) eliminado nos oitavos-de-final do Faro Future – Portugal 1, o torneio de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o ‘ranking’ mundial ATP, que decorre até Domingo no Centro de Ténis de Faro.
O vice-campeão europeu de cadetes, que no ‘ranking’ mundial já é o 930º, dispôs de soberanas ocasiões para seguir para os quartos-de-final, já que serviu com vantagem de 5-4 em ambos ‘sets’, mas acabou por ser afastado pelo croata gigante (1,93 metros) Franco Skugor, 577º classificado na tabela ATP, por 7-5 e 7-6 (12/10), ao cabo de duas horas e seis minutos.
Quanto a José Ricardo Nunes, jogou a primeira ronda no final da tarde de ontem (Quarta-feira) e perdeu com o marroquino Talai Ouahabi por 6-2 e 6-2.
Gastão Elias procurava a sua 10ª vitória nos últimos 11 encontros, depois de 1 sucesso na Taça Davis, 3 no ‘qualifying’ do torneio de 10 mil dólares de Cartagena, 5 no quadro principal desse ‘Future’ de Espanha (onde só perdeu na final) e 1 nesta 15ª edição do ‘Future’ de Faro, o mais antigo torneio do Algarve. Mas a sobrecarga de esforço originou uma pequena dor na perna esquerda que o afectou ao longo do encontro, embora o jovem de 16 anos tenha sido lesto em garantir que não foi por isso que perdeu.
«No primeiro ‘set’, joguei bem até aos 5-3. Nesse 9º jogo tive 1 ‘set-point’ mas ele serviu muito bem. Já a 5-4 para mim joguei mal e depois admito que possa ter baixado um pouco o meu ritmo mas ele também subiu o nível dele até fazer o 1-0 no segundo ‘set’. Essa segunda partida foi muito mais equilibrada. No ‘tie-break’ também se verificou o mesmo equilíbrio mas eu joguei mal os 4 ‘set-points’ que tive a meu favor porque apressei as coisas. Deveria ter-me mantido mais no ponto», reconheceu Gastão Elias que se encontra, obviamente, numa fase de aprendizagem do que é o circuito profissional, depois de uma brilhante carreira nos cadetes e juniores e que, dificilmente, voltará a desperdiçar um encontro em que serviu duas vezes a 5-4.
«Não chamaria a isto um encontro, mas mais um desencontro. Até aos 5-3, vi o Gastão jogar a um nível interessante, mas depois desceu muito. Isso permitiu ao croata regressar ao encontro e, mérito dele, agarrou-se bem aos pontos e começou a controlá-los. Desde o 5-3 até ao final do encontro, o Gastão fez alguns bons pontos, mas exerceu muito pouco domínio e teve períodos muito prolongados sem ganhar pontos. Mesmo assim, foi pena não termos visto um terceiro ‘set’, pois a história poderia ter sido diferente», analisou Luís Miguel Nascimento, o treinador do português.
Franco Skugor, de 19 anos, foi semifinalista no ano passado em Lagos e venceu, também em 2006, um ‘Future’ da Federação Internacional de Ténis (ITF) na Tunísia. É, por isso, um jogador mais experiente e nunca baixou os braços, mas pode agradecer ao modo como Gastão Elias tremeu nos dois jogos de serviço a 5-4 e, sobretudo, pela forma precipitada como jogou os 4 ‘set-points’ do ‘tie-break’: a 7-6 tentou um ‘winner’ de direita e a bola saiu demasiado longa; a 8-7 falhou um segundo ‘winner’ de direita; a 9-8 cometeu uma dupla-falta; e a 10-9 teve à sua disposição uma segunda bola de serviço de Skugor lenta e muito ‘spinada’, buscou o ‘winner’ com uma resposta ao serviço de direita paralela e a bola ficou estatelada na rede.
O encontro não se resumiu, porém, a oportunidades perdidas de Gastão Elias. Franco Skugor também viveu um segundo ‘set’ algo dramático nesse capítulo: a vencer por 1-0, não aproveitou um 0-40 no serviço do português; quando liderava por 2-1 voltou a não concretizar nova vantagem de 0-40; com o marcador a 3-2 para o seu lado, o croata teve um 30-40 desaproveitado. Skugor cedeu ainda o seu serviço nos 7º (3-4) e 9º (4-5) jogos, mas conseguiu sempre o ‘contra-break’. No ‘tie-break’, Skugor perdeu 1 ‘match-point’ a 6-5, embora o mérito tenha sido de Gastão ao conseguir uma boa resposta a um segundo serviço. Ao segundo ‘match-point’, a 11-10, o croata tomou a iniciativa, subiu à rede e fechou com um vólei de direita.
Com a eliminação de Gastão Elias, o ‘Future’ de Faro deixou de ter portugueses em prova. Mesmo na variante de pares, Gonçalo Falcão e Vasco Pascoal perderam na primeira ronda, tal como João Ferreira e José Ricardo Nunes, enquanto Gonçalo Nicau e Rui Machado desistiram por lesão de Machado no pulso direito. Gastão Elias queria jogar o torneio de pares com Pedro Sousa, mas a inflamação nas canelas que afastou Sousa do torneio impossibilitou-o de encontrar outro parceiro. Agora, Gastão Elias pretende «tirar um dia de folga» e descansar, quiçá fazer uma “surfada” com José Ricardo Nunes, para depois, a partir de Sábado, começar a preparar o ‘Future’ de Lagos da próxima semana, para o qual recebeu um ‘wild card’ da Federação Portuguesa de Ténis.
O Centro de Ténis de Faro situa-se em Gambelas e as entradas são livres, inclusive para a final, agendada para as 15:00 horas do dia 4 de Março.


02 DE MARÇO
ADVERSÁRIOS RENDEM-SE

A GASTÃO ELIAS – O “PUTO MARAVILHA” dp ténis Português está a começar a chamar a atençãoi de todos aqueles que o vêm jogar ou que já ouviram falar dele.
Gastão Elias pode ter ficado pelo caminho nos oitavos-de-final do Faro Future – Portugal 1, o torneio de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o ‘ranking’ mundial ATP, que decorre até Domingo no Centro de Ténis de Faro, mas foi o jogador dos 32 do quadro principal que mais atenção despertou ao longo desta semana, numa altura em que a prova dirigida por José Rosa Nunes parte amanhã (Sábado) para as meias-finais de singulares e final de pares.
O vice-campeão europeu de cadetes, que no ‘ranking’ mundial já é o 930º, teve sempre vários jogadores a observarem os dois encontros que disputou no Centro de Ténis de Faro e os comentários eram bem audíveis: «é este», «já viste como joga», «olha como se mexe».
Mathieu Rodrigues, nascido em França mas filho de pais portugueses naturais de Monção, de 21 anos, fez uma bela prova, ao passar as cinco rondas da fase de qualificação. No quadro principal ainda eliminou o espanhol Ignacio Riudavets, antes de ser eliminado nos oitavos-de-final pelo seu compatriota Clément Morel por 7-6 e 6-4. Indagado porque razão representava a França e não Portugal, uma vez que teria mais hipóteses de sobressair no país de origem dos seus pais, em vez de uma potência mundial como a França, Mathieu, que consegue exprimir-se num português rudimentar, nem pensou duas vezes: «Vocês também têm bons jogadores. Olha só para este miúdo que está a jogar (o Gastão)? Vai ser muito bom».
Luís Miguel Nascimento, o treinador do “puto maravilha” do ténis português, confirma que «desde que o Gastão chegou à final em Cartagena, na semana passada, que noto que os outros jogadores já olham para ele de forma diferente». Para todos os efeitos, é o jogador de 16 anos melhor classificado no ‘ranking’ ATP e não é qualquer um que, com esta idade, assina um contrato com o International Management Group (IMG), a empresa proprietária da famosa Academia Nick Bollettieri, na Florida.
Carlos Alcaide, o pai e treinador do tenista espanhol Guillermo Alcaide Justell, que hoje (Sexta-feira) se qualificou para as meias-finais do ‘Future’ de Faro, também perdeu tempo a observar Gastão jogar nos oitavos-de-final: «Já o tinha visto jogar em Cartagena. Fisicamente, não vejo ali uma estrutura genética de “craque”, mas, em contrapartida, no que se refere às suas qualidades tenísticas, só posso dizer que tem um enorme potencial. Poderá ir muito longe. Joga muito bem e sabe o que fazer no campo».
Hoje, Gastão Elias aproveitou o dia de folga para conviver com a família que veio visitá-lo e para “surfar” com o seu amigo José Ricardo Nunes e disse que «as ondas estavam enormes». Amanhã recomeçará a treinar, tendo em vista o ‘Future’ de Lagos da próxima semana, para o qual terá um ‘wild card’ atribuído pela Federação Portuguesa de Ténis. Os treinos decorrerão ainda em Faro, por os ‘courts’ de Lagos estarem cheios com o ‘qualifying’ que começa amanhã.
Quanto ao ‘Future’ de Faro, já sem qualquer português em prova, concluiu hoje os quartos-de-final, tendo-se registado os seguintes resultados: Clément Morel (França)-Ian Flanagan (Grã-Bretanha), 6-0, 3-6, 6-4; Louk Sorensen (Irlanda /cs8)-Franco Skugor (Croácia), 6-2, 6-3; Guillermo Alcaide Justell (Espanha/Q)-Talal Ouahabi (Marrocos), 6-2, 6-0; Pierre Ludovic Duclos (Canadá)-Stian Boretti (Noruega/cs7), 4-6, 6-1, 6-2. Notas importantes: o torneio ficou sem cabeças-de-série; Alcaide Justell vem do ‘qualifying’ e leva 8 encontros sem perder; Morel, o “carrasco” de Gonçalo Nicau, foi o único dos que defrontaram portugueses a manter-se em prova: Skugor (Gastão Elias) e Ouahabi (José Ricardo Nunes), ficaram hoje pelo caminho.
As meias-finais começam amanhã às 11:00 horas e oferecem os seguintes duelos: Morel-Sorensen e Alcaide Justell-Duclos. A final de pares está marcada para as 15:00 horas. O Centro de Ténis de Faro situa-se em Gambelas e as entradas são livres, inclusive para a final, agendada para as 15:00 horas do dia 4 de Março.


03 DE MARÇO
SORENSEN E DUCLOS

NA FINAL DE SINGULARES – O Irlandês de nome Escandinavo procura um terceiro título INTERNACIONAL, enquanto o Canadiano que fala Português por ter treinado com GUGA está na sue segunda Final.
O irlandês Louke Sorensen, cotado como oitavo cabeça-de-série, e o canadiano Pierre Ludovic Duclos qualificaram-se hoje (Sábado) para a final da 15ª edição do Faro Future – Portugal 1, o torneio de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o ‘ranking’ mundial ATP, que amanhã (Domingo) termina no Centro de Ténis de Faro.
Nas meias-finais desta manhã, Sorensen – que tem um registo de 4 vitórias e apenas 1 derrota em representação da Irlanda na Taça Davis – derrotou o francês Clément Morel por 6-4 e 6-2, enquanto Duclos bateu pela segunda vez o ‘qualifier’ espanhol Guillermo Alcaide Justell por 6-4 e 6-4. No ano passado, neste mesmo torneio de Faro, Duclos já tinha vergado Alcaide Justell por 6-4 e 6-3 na primeira ronda.
Sorensen tem 22 anos e reside na Alemanha, em Estugarda. Ocupa o 553º posto do ‘ranking’ mundial e é um habitual frequentador dos torneios portugueses inseridos no calendário de ‘Futures’ da Federação Internacional de Ténis. Em 2003, passou despercebido por Carcavelos e Estoril; em 2005 passou o ‘qualifying’ aqui em Faro mas perdeu na primeira ronda do quadro principal, enquanto nos dois torneios de Lagos soçobrou sempre na última ronda da qualificação. Em 2006 já chegou às meias-finais em Faro e este ano deu mais um passo em frente.
Na final de amanhã, marcada para as 15:00 horas, Sorensen procura o seu terceiro título internacional, depois de ter ganho o primeiro torneio do Circuito Satélite da Alemanha em 2006 e o evento de 10 mil dólares de Kempten (Alemanha) em 2005.
O irlandês parte com alguma vantagem psicológica por já ter derrotado Duclos nos oitavos-de-final do ‘Future’ de Americana, no Brasil, em 2004, por 6-2 e 6-3, mas o canadiano está extremamente motivado para ganhar, finalmente, o seu primeiro torneio, depois de já ter sido finalista em Mazatlan (México), em 2005.
Duclos tem 21 anos, é o 624º tenista mundial e surpreendeu em Faro por falar fluentemente português. «Treinei durante dois anos com o Ricardo Pimentel, um dos técnicos da Academia do Larri Passos em Florianápolis. Aliás, graças a isso, tive a oportunidade de treinar várias vezes com o Guga» (Gustavo Kuerten).
O tenista do Québèc, que para além de português fala ainda inglês e francês, poderá almejar ainda à “dobradinha”, uma vez que se encontra neste momento a disputar a final de pares ao lado do salvadorenho Rafael Arevalo Gonzalez, diante dos britânicos Ian Flanagan e Tom Rushby.
A final de singulares de amanhã (15:00 horas) terá a presença do Presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, bem como do Presidente do Centro de Ténis de Faro e Presidente da Associação de Ténis do Algarve, José Rosa Nunes.


04 DE MARÇO
SORENSEN SOMA

TERCEIRO TÍTULO – O IRLANDÊS DE NOME ESCANDINAVO GANHOU FINALMENTE EM PORTUGAL, APÓS SETE TENTATIVAS
O irlandês Louke Sorensen, cotado como oitavo cabeça-de-série, conquistou o terceiro título internacional da sua carreira, na 15ª edição do Faro Future – Portugal 1, o torneio de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o ‘ranking’ mundial ATP, que terminou hoje (Domingo) no Centro de Ténis de Faro.
Sorensen, de 22 anos, residente na Alemanha, em Estugarda, derrotou o canadiano Pierre Ludovic Duclos por 6-1 e 6-1, em 70 minutos de jogo, e embolsou 1.027 euros de prémio pecuniário.
«É para mim muito importante ter ganho este torneio e espero que signifique que estou no bom caminho», disse irlandês que ocupava o 553º posto do ‘ranking’ mundial antes deste torneio de Faro.
Após sete torneios disputados em Portugal, Sorensen ganhou finalmente um deles, depois de ter sido semifinalista neste mesmo torneio em 2006. No circuito de torneios da Federação Internacional de Ténis, Sorensen já tinha ganho a primeira semana do Circuito Satélite da Alemanha em 2006 e o evento de 10 mil dólares de Kempten (Alemanha) em 2005.
Foi, igulamente, o segundo sucesso do irlandês sobre o canadiano depois de tê-lo derrotado nos oitavos-de-final do ‘Future’ de Americana, no Brasil, em 2004, por 6-2 e 6-3.
Para Duclos, de 21 anos, 624º do ‘ranking’ mundial, «esta semana foi importante porque já não chegava a uma final há algum tempo». Palavras proferidas em português, na cerimónia de entrega de prémios, dirigidas ao numeroso público presente no Centro de Ténis de Faro. O canadiano viveu dois anos no Brasil, durante os quais treinou na Academia de Larri Passos, tendo sido várias vezes o parceiro de treino de Gustavo “Guga” Kuerten.
O tenista do Québèc, que para além de português fala ainda inglês e francês, também perdeu na final de pares ao lado do salvadorenho Rafael Arevalo Gonzalez, diante dos britânicos Ian Flanagan e Tom Rushby, por 6-3 e 6-2.
Na cerimónia de entrega de prémios da final de singulares, o Presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, entregou o troféu do campeão, enquanto o Presidente da Junta de Freguesia de Montenegro, Manuel João, entregou ao vice-campeão. O Presidente do Centro de Ténis de Faro e Presidente da Associação de Ténis do Algarve, José Rosa Nunes, também esteve presente e a encerrar a 15ª edição José Apolinário congratulou-se com «um torneio que tem cada vez mais história, cada vez mais participantes, com jogadores que são um exemplo para a juventude».

Os resultados das finais do Faro Future – Portugal 1, disputado no Centro de Ténis de Faro, foram os seguintes:

      • Singulares – Louk Sorensen (Irlanda/cs8)-Pierre Ludovic Duclos (Canadá), 6-1, 6-1.
      • Pares – Ian Flanagan/Tom Rushby (Grã-Bretanha/cs2)-Ludovid Duclos/Rafael Arevalo Gonzalez (Canadá/El Salvador/cs4), 6-3, 6-2.

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