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História do TÉNIS em Faro

Em 1880 tiveram lugar no nosso país os primeiros j

FARO

Os judeus e o Lawn-Tennis

Mas a comunidade não trouxe a Faro apenas esplendor social, novas dinâmicas comerciais e rituais algo diferentes dos que a religião cristã seguia. No Inverno de 1903, o jornal “O Sul” iniciava uma secção que julgavam vir a interessar os seus leitores. Tratava-se da secção desportiva. No seu primeiro artigo fazia referência às partidas de Lawn-Tennis que se realizavam no Court de ténnis existente na antiga cerca do Teatro Lethes. Bernardo Ayalla envidava, desde há algum tempo, esforços para dar a conhecer à sociedade elegante de Faro esta útil diversão. Embora se tenha ausentado para Lisboa, a ideia acabou por ser colocada em prática por António Ramalho Ortigão.
Pouco tempo depois, o terreno estava apto à função de court que lhe haviam destinado. Teria a forma dos primeiros courts de ténis, em H, mais estreito, ao centro, local onde estava colocada a rede.
Às segundas, quintas e sábados disputavam-se animadas partidas em que tomavam parte alguns judeus tais como D. Orovida e D. Rachel Sequerra e Isaac Ruah. Além destes participavam também D. Eugénia Salter, D. Justina, D. Isabel Fialho, D. Ângela Reis e António Ramalho Ortigão, José Mattos, António Trigoso, Jayme Barrot, Dr. Alberto de Moraes, Francisco Coelho de Vilhena e João Fonseca.
Pouco tempo depois, já as sessões se realizavam noutros dias da semana. No final de Abril de 1904 as partidas tinham início às seis horas da manhã. Participavam geralmente dez senhoras e doze cavalheiros das famílias Sequerra, Bivar, Salter, Sabath, Alexandre, Vilhena, Ruah e Mattos.
No final de Maio, pelas dezassete horas, realizou-se aquele que terá sido o primeiro torneio de ténis da província e dos primeiros do país. Constou de várias partidas de carácter semi-oficial. O júri era formado por D. Anna Bivar Cúmano, o Cons. Álvaro Ferreira e o Dr. João de Mattos. Realizaram-se cinco partidas de pares e uma de singulares. Os resultados foram os seguintes:

Pares

D. Esther Sabath / Francisco Vilhena - 3 D. Eurydice d’Araújo / Abrahão Sabath - 0

António Trigoso / João Fonseca - 3 Borja Araújo / Bernardo Ayalla - 2

D. Maria Luíza Bivar / Eduardo Araújo - 3 D. Maria Eugénia Salter / José de Mattos - 0

Dr. Alberto de Moraes / Ferreira de Sousa - 1 Manuel Soares / Isaac Ruah - 3

D. Orovida Sequerra / D. Eugénia Salter - 3 D. Mafalda Ferreira / D. Rachel Sequerra - 2

Singulares:

Pereira Leite - 6 Samuel Sequerra - 3

Ao terminar o Match houve distribuição de prémios numa das salas do Teatro Lethes. Estes, constavam de medalhas e brindes oferecidos, uns, por uma comissão de senhoras e outros, pelos cavalheiros que tomaram parte no torneio. Depois, improvisou-se um baile que decorreu cheio de animação e entusiasmo até às vinte e três horas e trinta.


Retirado do livro "FARO - Um olhar sobre o passado recente".
Luís Santos.

História do PADEL

O padel (ou pádel ou paddle) é uma das modalidades desportivas com história mais curta. Nasceu na década de 1970, depois de uma viagem do espanhol Alfonso de Hohenlohe ao México, em 1974, onde o seu amigo Enrique Corcuera havia criado uma derivação do ténis que o entusiasmou muito. Regressado à Europa, Hohenlohe dedicou-se a melhorar as regras do jogo, e construiu as duas primeiras pistas em Espanha, no Marbella Clube.

No ano seguinte (1975), o milionário argentino Júlio Menditengui também gostou tanto desta espécie de ténis que conseguiu fazer do padel o segundo desporto mais praticado no seu país, logo após o futebol, com mais de dois milhões de atletas e dez mil pistas construídas. Entretanto, este desporto alastrou-se por toda a América Latina, e também chegou aos EUA e Canadá.

Em Portugal, só nos finais dos anos 90 o padel ganha alguma expressão, com a construção de dois campos no Clube de Ténis de Vila Real de Santo António e três campos na Quinta da Marinha Clube de Ténis. O primeiro de todos tinha sido edificado pouco tempo antes, na capital, no Lisboa Racket Centre.

NOTA:
O padel pode reclamar as suas origens nas tentativas feitas desde finais do século xix, com os marinheiros ingleses a tentarem adaptar o ténis às condições exíguas dos navios, em alto-mar.

COMO SE JOGA

Semelhante ao ténis, o padel joga-se num campo rectângulo de dez metros de largura por vinte metros de comprimento, dividido por uma rede com 90 centímetros de altura. A grande diferença é que existem paredes atrás dos jogadores e redes metálicas nas laterais, que funcionam como tabelas. O piso poderá ser de cimento poroso, materiais sintéticos ou relva artificial, de cor verde, azul ou terracota.

A bola é de borracha, com superfície uniforme, branca ou amarela, com diâmetro entre 6,35 e 6,77 centímetros e entre 56,0 e 59,4 gramas. As raquetas têm 45,5 centímetros de comprimento, 26 de largura e 38 milímetros de espessura, perfuradas por buracos de nove a treze milímetros de diâmetro, cada um, em toda a zona central. É obrigatório a utilização no punho da raquete de uma corda ou correia para prender ao pulso, como protecção contra acidentes.

O serviço é feito para os espaços demarcados (tal como no ténis) e o sistema de pontuação também é semelhante à modalidade de que deriva. A lógica do jogo é a mesma do ténis, alternando os elementos do par, com a «vantagem» de poder deixar a bola bater numa tabela depois de tocar no solo (onde também só pode bater uma vez). São permitidos vóleis (devolver a bola para o meio-campo adversário sem a deixar tocar no seu meio-campo), excepto no serviço.

Em 1992, nas instalações da Expo de Sevilha realizou-se o primeiro campeonato do mundo com a participação de onze países da América e da Europa.

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